Sirlan Antônio de Jesus, natural de Belo Horizonte, começou a frequentar e participar da cena cultural belo-horizontina no começo dos anos 1960, como cantor e baterista. À época, Sirlan tocou em apresentações dos grupos Jazz Minas Bossa, Os Barranqueiros, Os Turbulentos, MPB4, entre outros. Participou de apresentações musicais em programas de rádio e televisão em Belo Horizonte e em bailes, promovidos em várias cidades do estado de Minas Gerais. Em 1968, após o assassinato do estudante Edson Luís de Lima Souto, no Rio de Janeiro, em parceria com Murilo Antunes, Sirlan compôs a música “Viva Zapátria”. Em 1969, o artista foi convidado a participar, como baterista, de uma turnê do grupo MPB4, pelo interior de Minas Gerais. Viva Zapátria foi selecionada e suas letras foram enviadas para liberação da Divisão de Censura de Diversões Públicas da Policia Federal. Viva Zapátria foi censurada. A direção do festival, da Rede Globo e da Som Livre, entre outros, se mobilizaram para conseguir liberar a música. Desse modo, Viva Zapátria foi liberada para a apresentação no festival e gravação do LP “As Finalistas do VII FIC”, o que foi feito pelo grupo MPB4, por meio da gravadora Polygram.141 Durante as apresentações do Festival, agentes do regime estiveram presentes, uniformizados ou à paisana. Viva Zapátria foi bem recebida pelo público, chegando à etapa final do concurso. Entretanto, após várias tentativas, todas as músicas enviadas por Sirlan foram vetadas pela Censura Federal, ainda que não houvessem sido compostas por ele. Apenas em 1979, Sirlan conseguiu a liberação de canções suas, que integrariam um show no Teatro da Imprensa Oficial, em Belo Horizonte, e o LP “Profissão de fé”, gravado pela Continental, nesse mesmo ano, mas não teve a repercussão esperada. Mais algumas fontes de informação: JESUS, Sirlan Antônio de. Depoimento. Entrevistador: Luiz Carlos Bernardes. 1 arquivo vídeo. Disponível em: <https://plus.google.com/photos/photo/118119168712251807065/5807021224263489442?icm=false> Acesso em: 21 fev. 2017.

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