Data da morte:24/04/1984

Local:Berilo

Augustavo Gomes da Silva era lavrador no município de Berilo. Ele foi assassinato em 24/04/1984 por meio de uma emboscada armada a mando do grileiro José Roberto Magalhães, conhecido na região como Zé Fonseca, que cobiçava as terras de Augustavo.

Augustavo era casado com Joana Alves Amaral e as terras em que viviam pertenciam à família da esposa. José Roberto ameaçava Augustavo constantemente e em diversas ocasiões o denunciou ao delegado municipal de Berilo, Antônio Sales Amaral, que também ameaçava o lavrador na tentativa de fazê-lo abandonar a área.

De acordo com registro do jornal Tribuna Operária, José Roberto chegou a dizer que: “se o lavrador teimasse em ficar na terra, que ele o mataria, e que seria o mesmo que matar um porco.”

Em certa ocasião, José Roberto ameaçou o lavrador com uma arma, mas Augustavo conseguiu tomá-la das mãos do grileiro e atirou, acertando-o de raspão. Posteriormente, o lavrador entregou a arma na delegacia de Berilo. Após esse episódio, as ameaças se intensificaram e eram dirigidas também ao cunhado de Augustavo, Valdemar Amaral Alves.

No dia 24/04/1984, o lavrador foi pego em uma emboscada organizada por José Roberto, acompanhado do filho Milton José Magalhães e do capataz da fazenda do grileiro, Cirilo Gouveia Souza. Eles teriam cortado a ligação de água da casa de Augustavo e o surpreendido enquanto ele se encaminhava para concertá-la. O lavrador foi assassinado com quatro tiros e quatro facadas e ainda teve as orelhas decepadas pelos executores.

O nome de Augustavo consta nas publicações “Camponeses mortos e desaparecidos: Excluídos da Justiça de Transição”, “Relatório final: Violações de Direitos no campo 1946 a 1988”, “Assassinatos no Campo: crime e impunidade 1964 – 1985” e “Fetaemg 30 anos de luta: 1968 a 1998”

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