Data da morte:02/11/1984

Local:Bocaiúva

Geraldo Gonçalves de Oliveira, 20 anos, era filho do lavrador Valdivino Gonçalves de Oliveira, assassinado 12 anos antes pelo médico, fazendeiro e grileiro José Caldeira Brant. No dia de sua morte, 2 de novembro, Dia de Finados, Geraldo, juntamente com seu irmão Nivaldo, de 16 anos, levou flores para colocar na sepultura de seu pai. Os jovens foram surpreendidos por José Caldeira Brant, que estava a cavalo junto com dois capangas. Há muitos anos ele ameaçava a família de Geraldo, por causa das terras que ocupavam. O fazendeiro atirou nos rapazes e acertou Geraldo, que morreu no local. Nivaldo, defendendo-se dos ataques, agrediu José Caldeira Brant com uma faca de cozinha que trazia para chupar cana. O fazendeiro, mesmo ferido, tentou galopar em direção à sede fazenda, mas não resistiu e também morreu. Nivaldo, que tinha menos de 18 anos, foi conduzido à delegacia local.

O STR de Bocaiúva e a Fetaemg denunciaram o assassinato e as perseguições e ameaças vividas pela família de Nivaldo após a morte do fazendeiro.

O nome de Geraldo Gonçalves de Oliveira consta nas publicações “Camponeses mortos e desaparecidos: Excluídos da Justiça de Transição”, “Relatório final: Violações de Direitos no campo 1946 a 1988”, “Retrato da Repressão Política no Campo – Brasil 1962-1985: Camponeses torturados, mortos e desaparecidos”, “Assassinatos no campo crime e impunidade 1964-1986” e “Fetaemg 30 anos de luta: 1968 a 1998”.

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