Data da morte:28/01/1986

Local: Localidade de Ribeirão de São Félix – Sabinópolis

Havia na localidade de Ribeirão de São Félix um atalho utilizado pelos lavradores que cortava a fazenda cujo proprietário era Sebastião Fernandes. O uso desse atalho incomodava o fazendeiro, que realizava constantes ameaças aos transeuntes. Em 27/01/1986, o lavrador Paulici Pereira da Mata, de 38 anos, acompanhado de sua mulher, a professora Maria Moreira Mata, e seus filhos menores de idade, atravessaram a fazenda e Paulici sofreu um atentado recebendo um tiro na mão. Paulici foi até a delegacia e denunciou o ocorrido, a polícia fez o registro e prometeu tomar providências.

No dia seguinte, Paulici Pereira da Mata e Alcir Alves da Silva, de 25 anos, sofreram uma emboscada, por volta das 16 horas, armada pelo fazendeiro Sebastião Fernandes, seus filhos e capangas. Alcir foi assassinado com 30 tiros, já Paulici mesmo baleado tentou se defender e atirou contra os agressores, acertando José Afonso, que morreu no local e ferindo gravemente Clemente Fernandes, ambos filhos do fazendeiro. Em seguida, Paulici foi morto com mais de 40 tiros e teve sua cabeça degolada por uma foice.

Além do fazendeiro e seus filhos foram identificados mais quatro participantes da emboscada, José Augusto, Dirceu, Ivan e José Francisco. Após a chacina o fazendeiro Sebastião Fernandes e seus quatro capangas fugiram. A polícia prendeu José Maria Fernandes, de 31 anos, filho de Sebastião Fernandes.

Os nomes de Alcir Alves da Silva e Paulici Pereira da Mata constam nas publicações “Camponeses mortos e desaparecidos: Excluídos da Justiça de Transição”, “Relatório final: Violações de Direitos no campo 1946 a 1988”, “Conflitos de terra, vol II, 1986”, “Conflitos de terra no Brasil, 1986” e “Fetaemg 30 anos de luta: 1968 a 1998”.

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