O número de pessoas atingidas pela repressão nos dias 6 e 7/10/1963 caracteriza o Massacre de Ipatinga como o conflito operário mais sangrento e com maior número de vítimas no Brasil, em todos os tempos. Contudo, mesmo que seja um episódio importantíssimo da história recente, ainda permanece na penumbra. O Relatório Final da Covemg descreve com exatidão uma série de fatos ligados à rotina da Usiminas, que radicalizaram a contradição entre capital e trabalho, gerando uma forte tensão. Tais acontecimentos estavam ligados a deficiências no transporte, à qualidade da comida e às péssimas condições de moradia, bem como à forma truculenta como os trabalhadores eram tratados pelo corpo de vigilantes da Usiminas e pelos agentes estatais que compunham a tropa da PMMG em Ipatinga.

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