Os estudos sobre a repressão ao mundo do trabalho e ao movimento sindical urbanos em Minas Gerais, de 1946 a 1988, consideraram a conclusão, já apresentada pela Comissão Nacional da Verdade, de que a coerção político-ideológica atingiu, sistematicamente, os trabalhadores brasileiros durante o regime militar. Em Minas Gerais não poderia ser diferente, premissa amparada nos fatos. O Relatório Final da Comissão da Verdade em Minas Gerais – Covemg – é perpassado pela ideia de que as violações aos direitos fundamentais no passado ultrapassaram os períodos e conjunturas em que aconteceram. Como processos sociopolíticos, os atos de repressão política são compreendidos em uma perspectiva mais ampla. Ademais, deixaram legados e sequelas que se perpetuaram em um tempo histórico além de sua manifestação empírica, inclusive sobrevivendo nas instituições estatais, na cultura política e na memória coletiva.

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