A repressão política do regime ditatorial-militar sobre o movimento sindical foi sistemática, atingindo as diferentes categorias econômicas. Em Minas Gerais, os trabalhadores foram os alvos prioritários do regime ditatorial-militar. Trata-se de uma repressão de caráter conjuntural, visando ao desmantelamento do movimento sindical organizado e politicamente autônomo, e de caráter estrutural, com vistas a impor e manter a sua subordinação e o seu silêncio. Constatou-se uma série de crimes: vigilância e perseguição no local de trabalho, demissões por motivos políticos, intervenções com destituição de diretorias sindicais, prisões arbitrárias, torturas físico-psicológicas, assassinatos e desaparecimento, além de inúmeros casos de pressão, interrogatório e vigilância, atingindo familiares e conhecidos.

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